terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Vampiro de Londres. (história real)


Eita calor galera!
Bem, aproveitei meu imenso bom humor para escrever. E hoje, embalada pelo meu amado Ataraxia, que eu volto a escrever sobre um assunto que foi meio esquecido aqui no blog. Hoje escrevo sobre o Vampiro de Londres.

John George Haigh, nascido 1910, foi o chamado Vampiro de Londres. Haigh nasceu  numa família de irmão Plymouth (grupo protestante fundamentalista). Seus pais pais sempre lhe passaram uma forte imagem de Cristo na cruz, sangrando, para enfatizar o poder salvador do sangue. Também dizia que sua mãe acreditava em sonhos proféticos.
Haigh saiu dos Irmão Plymouth e entrou para a igreja da Inglaterra, mas já estava marcado pela crença. Em determinado momento chegou até mesmo a beber a própria urina acreditando ser uma “revelação” baseada em sua interpretação de uma passagem bíblica vinda de Provérbios 5:15 (Bebe a água da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço) e o Evangelho de São João 7:38 (Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva).
Além das equivocadas visões da bíblia, Haigh tinha sempre o mesmo sonho, onde ele via uma floresta de cruzes que se transformavam em árvores pingando sangue. Em uma dessas árvores, havia um homem coletando sangue e o homem sempre lhe oferecia sangue em uma tigela, para que ele bebesse. Mas ele sempre acordava antes de poder beber do sangue (mas que porra!). Ele então começou a acreditar que para recuperar a vitalidade tinha que tomar sangue.
Haigh montou então um laboratório em sua casa, onde atraia suas vítimas drenava seu sangue; e dissolvia seus corpos em ácido sulfúrico. Ficou até mesmo conhecido como “Acid Bath Killer” (ótimo pseudo!). Mas foi detido ao tentar penhorar um casaco de pele, de uma vítima já idosa. Ele estava realmente convencido que não seria acusado sem um corpo para comprovar a morte. Mas em sua casa foram encontradas partes do corpo que o ácido não dissolveu, como os dentes de uma vítima.
No julgamento ele assumiu nove assassinatos, mas disse que eram atos religiosos, e que precisava do sangue para alcançar a vida eterna. Haigh foi condenado e enforcado em 1949. Deixou suas roupas, o que garantiu que seu modelo ficasse exposto durante um tempo no Museu de Cera de Madame Tussaud.

O curioso é que quando comecei esta postagem, tive a impressão que já conhecia a história. E me lembrei de um livro muito antigo que comprei em um sebo a sete anos atrás, e nele tem o texto de confissãode John Haigh antes de ser enforcado, onde ele conta detalhes sórdidos de seus assassinatos e sua sede de sangue.Ele conta desde como falsificava cheques para se safar dos crimes, até o fato de não haver sabão e água quente na prisão para lavar várias vezes ao dia suas mãos, pelas quais guardava uma espécie de fetiche. Dei uma olhada na net para ver se encontrava um pdf, para ser passado para a galera, se eu não encontrar eu tento transcrever, pois é muito boa essa narrativa (se alguém encontrar me avise também ok??^^ Ficarei muito grata^^).
Sintam um pouco:
“O sangue era, na maior parte das vezes, o motivo dos meus sonhos. Estes exerciam um papel fascinante e terrível em minha existência. E eu ainda não conhecia o sabor do sangue. Uma pura casualidade fez com que eu degustasse, e desde então não pude esquecê –lo. ‘’
Como tá velhinho meu livro...

Por enquanto eu fico por aqui minha gente....mas logo eu voltarei...

5 comentários:

  1. (Bebe a água da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço)Que belo interprete era ele ¬¬"...Adoraria ler esta carta, na integra.

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